Suporte Psicológico no Tratamento de Câncer
- brandaolenise
- 4 de ago. de 2024
- 1 min de leitura
Dentre as possíveis intervenções na área da Psico-oncologia podemos destacar o acompanhamento de pessoas com câncer durante o período de tratamento cirúrgico, radio e/ou quimioterápico, visando levá-las a assumir uma participação ativa e responsável no tratamento, além de trabalhar suas expectativas em relação ao mesmo.
Percebemos que em nossa cultura o câncer é visto como uma doença fatal e os seus tratamentos muito temidos pelos efeitos colaterais negativos. A cirurgia é muitas vezes associada à ideia de mutilação, podendo gerar uma significativa alteração na imagem que a pessoa faz de si mesma. Na quimioterapia perda de cabelo, fadiga e sintomas gastro-intestinais são enfatizados em detrimento do lado positivo do tratamento. E com relação à radioterapia, a radioatividade ficou associada no imaginário popular a destruição e sequelas graves, como em Hiroshima e Chernobyl.
Num estudo desenvolvido nos E.U.A. achados significativos mostraram que uma atitude positiva em relação ao tratamento possibilitava a previsão de uma melhor resposta ao mesmo do que a gravidade da doença. Além disso, as pessoas que viam positivamente seus tratamentos apresentavam menos efeitos colaterais e/ou maior tolerância aos mesmos, o que se refletia numa melhor qualidade de vida mesmo durante o tratamento.
Por outro lado, torna-se por vezes difícil de se distinguir os efeitos colaterais inevitáveis organicamente daqueles influenciados pelas expectativas e crenças negativas associadas ao tratamento. Como exemplos mais significativos podemos citar a náusea, a fadiga e a perda de apetite.
Diante da relevância do papel da mente e das emoções na recuperação do câncer, a questão que se coloca é de que maneira podemos direcioná-los mais efetivamente como suporte do tratamento. Esta é uma das contribuições oferecidas pela Psico-oncologia.
Comentários