Psico-Oncologia
- brandaolenise
- 4 de ago. de 2024
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O termo psico-oncologia é formado por: psico (de psique-mente), onco (do grego-"ogkos"- tumor) e logia (conhecimento, estudo).
A psico-oncologia surge então como uma nova área de estudo e atuação junto às pessoas com câncer, visando a abordagem dos aspectos psicológicos envolvidos no adoecimento e no tratamento, lidando também com o contexto familiar e social, além de oferecer apoio a outros profissionais de saúde.
A psico-oncologia começou a ser sistematizada a partir da percepção de que fatores não orgânicos influenciavam no surgimento, na evolução e no resultado do tratamento do câncer. Teve também um papel importante o aumento de tempo de vida dessas pessoas em função dos avanços da medicina e da descoberta de novos medicamentos, trazendo a necessidade de acompanhamento psicológico nas diversas fases da doença.
Uma melhor qualidade de vida tornou-se o objetivo desta abordagem. Nisto se inclui o suporte psicológico durante intervenções como cirurgias, rádio e quimioterapia, por exemplo, que podem gerar efeitos colaterais agressivos e/ ou desconfortáveis.
Durante a intervenção psicológica, podem ser examinadas questões relativas a "maneira de viver", ou seja, atitudes e comportamentos de alguma forma prejudiciais à saúde da pessoa, ajudando-a a perceber a necessidade de uma reorganização que possibilite uma vida mais saudável e satisfatória. Outro aspecto seria ajudar a pessoa a lidar com o diagnóstico de câncer e participar ativamente de seu tratamento, mobilizando seus recursos internos para aumentar as possibilidades de melhora ou cura. Diante da importância da mente e das emoções na gênese, evolução e tratamento do câncer, a questão que se coloca é de que modo podemos direcioná-las como suporte do tratamento. Essas são, atualmente, as possíveis intervenções em psico-oncologia.
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