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Os Tratamentos do Câncer I

  • brandaolenise
  • 4 de ago. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 11 de jan. de 2025

O que é o câncer?


No organismo normal, há um equilíbrio entre as diversas células. Cada célula para cumprir sua função, obedece ao sistema de informações, contido em seu núcleo e chamado ADN.


A célula cancerosa é uma célula anormal que se reproduz indefinidamente por conta própria. Se este processo de crescimento ininterrupto e descontrolado permanece não detectado e não destruído pelo sistema de defesa do organismo, forma-se um tumor que desenvolve a sua própria rede de vasos sanguíneos para se alimentar, destruindo o órgão sobre o qual ele se implantou e podendo invadir órgãos vizinhos. Além disso, algumas células cancerosas podem migrar para dentro dos vasos sanguíneos e linfáticos, transportando-se desse modo para outras partes do corpo, implantando-se em outros órgãos distantes do tumor inicial e originando outros tumores ( metástases). Este processo rouba energia do organismo, enfraquecendo-o e o envenenando com substâncias tóxicas derivadas dos tumores.


Usualmente o corpo produz células anormais, mas normalmente o sistema imunológico é capaz de detectá-las, destruí-las e eliminá-las para fora do corpo. Entretanto, se o sistema imunológico está afetado ou enfraquecido por alguma razão, essas células anormais se mantêm ativas no corpo, desenvolvendo, então, o tumor.


Há muitos tipos de câncer, com diferentes comportamentos. Além disso, cada organismo reage de modo diferente à doença, implicando uma evolução diferente para cada pessoa. De qualquer modo, quanto mais cedo o câncer for detectado através de exame físico, imagens (raio X, tomografia, mamografia, ressonância magnética), testes de sangue ou biópsia, sobretudo enquanto ele ainda estiver localizado em uma área restrita do corpo, mais efetivos serão os tratamentos, levando mais facilmente à recuperação e à cura.


E sobre os tratamentos?


Como existem diferentes cânceres, que podem ser detectados em diferentes estágios de evolução, juntamente com vários fatores interdependentes que causam e contribuem para os seus desenvolvimentos, o câncer precisa ser abordado por uma equipe de profissionais de saúde de diferentes especialidades, para que os efeitos de cada abordagem possa complementar e potencializar os efeitos das outras. O objetivo do tratamento total deve ser primeiro a cura ou, pelo menos, parar ou retardar a evolução da doença pelo maior tempo possível, cuidando da qualidade de vida da pessoa. Tudo isso deve levar em conta as características únicas de cada pessoa e seu direito de ter informação sobre a doença, os efeitos e riscos de cada modalidade de tratamento, de modo que a pessoa possa fazer escolhas à respeito dos tratamentos e de sua própria vida.


Tendo esses aspectos em mente, nós podemos mencionar algumas opções de tratamento:


  • Cirurgia – para a retirada do tumor, podendo também se estender aos órgãos vizinhos e nódulos linfáticos.

  • Quimioterapia – o uso de remédios via oral ou intravenosa para destruir as células cancerosas, não importando aonde elas estejam no corpo, ou o suplemento de sangue do tumor.

  • Hormonoterapia – o uso de hormônios para tratar ou evitar metástases em cânceres que dependem de hormônios.

  • Radioterapia – o uso de raios direcionados para as células cancerosas numa área localizada.

  • Imunoterapia – o uso de imuno-nutrientes e vacinas para estimular as defesas do organismo contra o câncer.

  • Fitoterapia (e/ou Homeopatia) – o uso de ervas (e/ou substâncias diluídas derivadas de plantas, animais ou minerais) contra o tumor, ou para minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia, da hormonoterapia e da radiação, ou ainda para melhorar o estado geral do paciente

  • Terapia Metabólico-Nutricional – o uso de dieta, suplementos nutricionais e enzimas, visando sobretudo a desintoxicação do organismo e a estimulação de seu sistema imunológico.


As primeiras quatro opções são os tratamentos mais conhecidos e convencionais, ao passo que as três seguintes correspondem a tratamentos alternativos complementares àqueles convencionais, procurando restabelecer e revitalizar as funções do organismo, para que os seus mecanismos inerentes de cura possam combater o câncer.

Além disso, existem outras abordagens complementares que podem dar suporte e potencializar os tratamentos acima, possuindo efeitos no nível físico e no psicológico. Podemos citar dentre outras:


  • Acupuntura – o uso de agulhas para reequilibrar a energia e as funções do organismo, e para aliviar a dor.

  • Psicoterapia – abordagem dos aspectos mentais e emocionais para ajudar a pessoa a lidar com o câncer e seus tratamentos, e se tornar consciente de sentimentos, crenças, atitudes e comportamentos que estão tendo um efeito negativo na sua saúde, alterando-os positivamente.

  • Relaxamento e Meditação – práticas utilizadas diariamente para liberar o stress, acalmar a mente, reequilibrar as funções físicas e melhorar as defesas do organismo.

  • Visualização – o uso diário de imagens mentais, criadas pela pessoa para evocar respostas específicas do organismo contra a doença, além de fomentar expectativas e sentimentos positivos em relação à recuperação e à vida.


Através de uma abordagem multidisciplinar, o câncer pode transformar-se em uma caminho de aprendizagens significativas e mudança positivas na vida da pessoa.

 
 
 

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