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A Formação do Psicoterapeuta na Abordagem Fenomenológico-Existencial

  • brandaolenise
  • 29 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

A formação de um psicoterapeuta, seja em que abordagem for, implicará uma parte teórica e uma parte prática. Na abordagem fenomenológico-existencial, far-se-á essencial também uma outra parte, a experiencial. Vamos entender melhor a participação de cada um desses aspectos da formação. 


Para começar, é inquestionável a importância do estudo da base filosófica e das teorias da abordagem com relação ao desenvolvimento e à mudança da personalidade, às atitudes do terapeuta facilitadoras do processo de mudança no cliente e ao processo terapêutico em si. Além desses estudos básicos, pertinentes à clínica da psicoterapia individual, é também enriquecedor que o formando seja apresentado às aplicações em diferentes contextos dessa abordagem – trabalhos em grupo, psicologia hospitalar e jurídica, psicossomática e psico-oncologia, saúde mental, ludoterapia, terapia de casal e de família. Através da leitura e da discussão de textos, dos trabalhos dissertativos e da monografia, busca-se a assimilação e o aprofundamento dos conceitos básicos, e uma visão panorâmica das possibilidades de aplicação da abordagem.


A parte prática compreende dois momentos. O primeiro momento compreende um treinamento do formando na escuta fenomenológico-existencial do cliente, visto que esta escuta se distingue da escuta interpretativa, geralmente ensinada e enfatizada no meio acadêmico. No segundo momento, o formando iniciará a prática clínica com supervisão, quando terá a oportunidade de aplicar os conceitos básicos à prática, desenvolver as atitudes terapêuticas e começar a construir sua maneira pessoal de ser terapeuta. 


À parte teórica e à parte prática da formação, será adicionada outra – a parte experiencial, em que o formando será estimulado a desenvolver em sua vida pessoal práticas que conduzam a um maior contato e escuta de si mesmo, gerando um aprofundamento de suas experiências, além de uma sensibilização e integração do próprio corpo. Esse desenvolvimento poderá ser buscado através de práticas como relaxamento, meditação, atividades expressivas, focusing, psicoterapia pessoal, sobretudo de base fenomenológico-existencial, etc.


Essas práticas de aprofundamento experiencial irão contribuir significativamente no formando para o seu desenvolvimento de uma dupla escuta – de si mesmo, terapeuta, e do outro, cliente, no processo terapêutico, ademais de facilitar a interiorização daquelas atitudes terapêuticas básicas necessárias, estudadas e praticadas durantes a formação.

O objetivo é poder fornecer ao formando uma aprendizagem integrada, englobando não apenas aspectos cognitivos, racionais, mas também aspectos sensitivos, corporais. Desta forma, o formando poderá estar na relação com o cliente de um modo mais pleno, sentindo-se mais seguro e aumentando a eficácia do processo terapêutico do cliente.

 
 
 

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